Fechado em razão da pandemia, o Zoológico de Curitiba está realizando a ampliação do trabalho de reprodução de espécies ameaçadas de extinção. Segundo a Prefeitura de Curitiba, já estão na cidade os exemplares de jacucacas (aves endêmicas da Caatinga) e a instituição pleiteia receber, ainda neste semestre, casais de saguis-da-serra-escuros. “Já aderimos ao termo de compromisso para manejo dos saguis e estamos em tratativas com a keeper nacional da espécie para recebermos casais para reprodução”, contou o diretor de pesquisa e Conservação da Fauna da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Edson Evaristo

Com a assinatura da Declaração de Responsabilidade e Compromisso Institucional das novas espécies, o Zoo de Curitiba vai passar a integrar 10 dos 25 grupos nacionais de trabalho pela conservação de espécies em risco de extinção.

Até agora, oito espécies mantidas no Zoo contam com ações para a conservação, que incluem a reprodução e podem contemplar futuramente solturas na natureza: muriqui-do-sul; mico-leão-da-cara-dourada; macaco-aranha-da-testa-branca; tamanduá-bandeira; onça-pintada; lobo-guará; jacutinga e ararajuba. 

O programa é fruto de um Termo de Cooperação Técnica entre a Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Ministério do Meio Ambiente (MMA) e consiste em reuniões periódicas, planejamento conjunto de ações em prol da conservação das espécies-alvo, estabelecimento de planos de manejo estratégicos que fomentem o bem-estar animal e a reprodução dos animais trabalhados, além de deliberações conjuntas sobre remanejamentos dos animais dos plantéis com o foco em conservação. 

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