Educação Financeira - Jornal de Colombo

Educação Financeira

Educação Financeira

Renato da Costa é graduado em Administração, pós-graduado em Administração Estratégica, Mestre e Doutor em Administração, com estágio de Pesquisa e Docência na Universidad Jaume I no Sul da Espanha em 2017, Pós-Doutorando em Gestão Urbana e Cidades Digitais Estratégicas.

O professor Renato da Costa também é membro da ACCUR-Academia de Cultura de Curitiba, membro da Academia Paranaense de Poesia, professor em nível de Graduação e Pós-graduação, presencial e EAD e autor e coautor de vários livros.

O tema Educação financeira ainda é um tabu nas famílias brasileiras. Embora tenha mexido com a cabeça de muitas pessoas nos últimos tempos, as discussões parecem não criar corpo.

A Base Nacional Curricular Comum (BNCC) aponta que no ensino fundamental a presença de conceitos básicos de economia e finanças pode ser utilizada como gancho na formação de cidadãos mais responsáveis e conscientes. O endividamento das famílias brasileiras, a inadimplência, e a dificuldade para controlar os gastos, acompanha nossa sociedade há décadas. A discussão em torno da inflação, economia, taxa de juros, o pagamento de impostos, pode e deve ser inserido de forma lúdica, em forma de discussões e debates, contextualizações, fazendo com que as crianças e os adolescentes possam ingressar nesse mundo de maneira sutil.

Isso contribui significativamente para a formação de conceitos importantes como poupar dinheiro e fazer planejamento de vida por exemplo. O fato é que os estudantes precisam de orientações a respeito de um planejamento financeiro, assim como o consumismo exagerado que a nossa sociedade está mergulhada.

Para que esse tema possa ser discutido amplamente nas escolas do país, é preciso ainda se atentar a formação do professor e a disponibilidade de materiais didáticos para o ensino. Na outra ponta, os pais em casa devem cumprir seu papel de orientadores, principalmente por meio de exemplos básicos, como o pagamento de contas e impostos.

A longo prazo, a educação financeira das nossas crianças e adolescentes contribuirá significativamente para a avaliação mais criteriosa dos preços, produtos e serviços oferecidos a sociedade, assim como, a resiliência para com investimentos a serem feitos. A temática é transversal, logo, pode ser inserida em diferentes contextos como filosofia, ética, matemática, história e língua portuguesa por exemplo.

Por outro lado, não existe um modelo único capaz de ser inserido nas escolas do nosso país, o que requer preparo dos profissionais e formação adequada nas universidades públicas e privadas, assim como, a aproximação dos exemplos a realidade econômica e financeira do Brasil. Ainda estamos caminhando, falta acelerar mais o passo.

Educação Transforma vidas!

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