O salário do professor - Jornal de Colombo

O salário do professor

O salário do professor

Renato da Costa é graduado em Administração, pós-graduado em Administração Estratégica, Mestre e Doutor em Administração, com estágio de Pesquisa e Docência na Universidad Jaume I no Sul da Espanha em 2017, Pós-Doutorando em Gestão Urbana e Cidades Digitais Estratégicas.

Além das formações, o professor também é membro da ACCUR-Academia de Cultura de Curitiba, membro da Academia Paranaense de Poesia, professor em nível de Graduação e Pós-graduação, presencial e EAD e autor e coautor de vários livros.

A discussão em torno do salário dos professores se arrasta há muitos anos e as doses homeopáticas vem sendo ministradas aos nossos mestres não é de hoje. A educação é a soma de professores, infraestrutura e metodologias de ensino, disso, eu não tenho dúvidas. O Brasil segundo dados da OCDE (Organização para a Cooperação do Desenvolvimento Econômico, 2021), está na 40ª posição no ranking quando o assunto é o salário dos professores do ensino fundamental.

Não é de hoje que a classe dos professores vem sendo desprestigiada tanto no ensino público quanto no privado. O professor ao longo das décadas precisou fazer vigílias em frente ao ministério da educação, fazer greve para chamar a atenção, protestar, se humilhar perante nossos representantes legais. Como pode uma nação ser grande e desenvolvida sem a justa valorização do professor?

O fato é que, ainda assim, muitos de nós ainda troca a questão salarial pelo reconhecimento e melhorias nas condições de trabalho, não critico, até concordo. De fato, enquanto a sociedade não se conscientizar de que sem educação não há futuro algum, dificilmente a valorização salarial acontecerá. A educação deve ser vista como um mecanismo estratégico pelos países, pelo fato de que quanto mais desenvolvido um povo, mais possibilidades de crescimento, desenvolvimento, inovações, criações, enfim, a consolidação de uma nação como independente e consciente de suas obrigações.

No Brasil, as condições de vida de uma população, entre elas, o nível de renda, habitação, o saneamento básico, a saúde e a nutrição, exercem influência de uma forma ou de outra sobre o desempenho escolar de todos os estudantes. Nesse sentido, uma parcela significativa das crianças e dos jovens brasileiros apresenta um baixo índice de aprendizagem escolar, o que, geralmente, resulta em reprovações sucessivas.

Ocorre que, muitos dos que tiveram condições de acesso à educação escolar ainda assim não atingiram um patamar considerado mínimo de escolaridade ou, pior ainda, mesmo tendo atingido, não o fizeram com a qualidade esperada. Ao contrário de outros países, nossos professores sequer recebem incentivos financeiros para atuar em áreas distantes ou isoladas. A atratividade salarial é baixa e muitos professores acabam preferindo atuar na coordenação pedagógica e em cargos de direção, na busca de melhores salários e valorização profissional. Bem, ainda temos tempo, e a esperança ainda vive!

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