Novo Ensino Médio, e agora? - Jornal de Colombo

Novo Ensino Médio, e agora?

Novo Ensino Médio, e agora?

Na coluna da semana, o Professor Renato da Costa fala sobre as mudanças do novo ensino médio, detalhando os seus benefícios e desafios.

Passa a valer a partir de agora o Novo Ensino Médio, aprovado por Lei (n° 13.415/2017) em 2017 e que vai mudar de forma gradativa o ensino nas escolas públicas e privadas do nosso país. Entre as mudanças, o aumento da carga horária para cerca de mil horas anuais, o que significa, a partir de agora, cinco horas diárias.

As mudanças são justificadas pelo Ministério da Educação como necessárias para aproximar os estudantes do mercado de trabalho, com disciplinas sendo áreas do conhecimento.

O currículo ficou divido em uma formação geral básica com 1800 horas e 1200 horas para a chamada parte flexível ou itinerária, que ficará a critério dos estudantes. Isso significa que 60% da carga horária destina-se ao núcleo comum, pois entende-se que são competências essenciais a serem desenvolvidas igualmente, e 40% da carga horária restante a ser escolhida.

Mas o que é novo nesse modelo? De acordo com a Base Nacional Curricular Comum, as quatro áreas do conhecimento ficam assim distribuídas: Linguagens, Ciências da natureza, Ciências humanas e sociais e Matemática. Os chamados itinerários alternativos compreendem áreas do conhecimento entre as quais os alunos demonstrem mais aptidão ou mesmo, interesse.

A intenção é que os estudantes tenham contato com a criatividade e a inovação, o empreendedorismo, novas tendências tecnológicas, pesquisa cientifica, aspectos socioculturais etc. A proposta é interessante.

Por outro lado, o novo modelo de ensino ainda não veio acompanhado da melhoria na infraestrutura das escolas, da ampliação das áreas de lazer, quadras esportivas que revelem jovens talentos, bibliotecas recheadas de bons livros, computadores e internet à disposição de todos e salas de aula modernas que influenciem positivamente no processo de ensino aprendizagem.

A educação está longe de atrair os melhores talentos por conta dos salários e das condições de trabalho. Raros são os alunos que desejam ser professores, nenhuma novidade até aqui, pois a profissão “há décadas é desprestigiada”.

E o professor? Ahh, ainda resiste em meio a tanta dificuldade. Bem, antes que eu me esqueça, que venha o Novo Ensino Médio!

O professor Renato da Costa também é membro da ACCUR-Academia de Cultura de Curitiba, membro da Academia Paranaense de Poesia, professor em nível de Graduação e Pós-graduação, presencial e EAD e autor e coautor de vários livros.

 

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