História no Jornal - Centenário da Semana de Arte Moderna

História no Jornal – Centenário da Semana de Arte Moderna

História no Jornal – Centenário da Semana de Arte Moderna

Arthur Sureki – Estudante do curso técnico em Informática do IFPR de Colombo

Você sabe o que aconteceu há 100 anos atrás, mais especificamente entre os dias 13 e 18 de fevereiro de 1922? Realizada no Teatro Municipal de São Paulo, a Semana de Arte Moderna foi um evento cultural que buscou criar uma nova identidade artística brasileira. A apresentação contou com performances de dança, música, recital de poesias, exposição de obras como pinturas e esculturas e palestras.

Antes dessa época, os artistas brasileiros se inspiravam em movimentos acadêmicos europeus, como o parnasianismo, movimento literário francês que, entre outras coisas, buscava a perfeição estética e formal. O objetivo dos artistas que participaram da Semana de Arte Moderna foi romper com o formalismo acadêmico e dar uma feição mais brasileira para as artes produzidas aqui. Tendo como inspiração as novas vanguardas europeias, como o futurismo, cubismo, dadaísmo, surrealismo e expressionismo, os modernistas sonhavam em criar uma nova face brasileira.

Como podemos perceber, é algo contraditório. Ao passo que os modernistas protestavam para criar uma arte totalmente brasileira e livre da elite francesa, eles próprios faziam parte da elite política (vindos das famílias exportadoras de café) da época e se inspiravam em novos movimentos europeus para realizar seus objetivos. A diferença é que eles realmente voltavam a atenção para temas da sociedade brasileira.

Infelizmente, a Semana de Arte Moderna só ganhou reconhecimento e valor ao longo dos anos, pois recebeu muitas críticas na época por parte dos acadêmicos tradicionais, que desprezaram o evento e chegaram a comparar os artistas modernistas com loucos e desordeiros. Monteiro Lobato, autor de “Sítio do Picapau Amarelo”, criticou muito os artistas do movimento, chamando as obras de “arte de manicômio” e “arte anormal”. Além disso, o grande público não se impressionou com as obras do movimento e ignoraram a apresentação.

Hoje em dia, a Semana de Arte Moderna é um marco importante para a cultura brasileira, pois abriu o caminho para as revoluções artísticas e literárias que ocorreram no Brasil depois de 1922.

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