O União de Francisco Beltrão conquistou no último fim de semana o acesso para a elite do Campeonato Paranaense, ao eliminar nas semifinais o Apucarana Sports. E entre os jogadores do elenco da equipe do Sudoeste, está um colombense, que fez sua estreia como jogador profissional de futebol. 

Ponta direita de origem, o jovem Marllon Ramos, de 21 anos, tem atuado como lateral-direito na equipe comandada pelo treinador Rafael Andrade. Marllon conseguiu sua primeira oportunidade no futebol profissional após fazer parte do Projeto RCS, sediado em Colombo, que tem como missão a recolocação de atletas no mercado de trabalho do mundo da bola. E logo em sua primeira experiência, o jogador conseguiu conquistar o acesso. “Você sonha com isso, fica imaginando que seria muito legal, mas não é algo que a gente tem certeza. É algo surreal que está acontecendo. Estou muito feliz. Graças a Deus, em meu primeiro time profissional, conseguimos o acesso”, comemorou Marllon.

Subir de divisão não foi tarefa fácil, visto que o União perdeu a primeira partida da semifinal por 2 a 1. “O primeiro jogo lá foi bem complicado. Fui titular neste jogo. Eles abriram 2 a 0 antes dos 15 minutos, mas conseguimos entrar no jogo e fazer um gol ainda no primeiro tempo. Igualamos o jogo, crescemos, até ficamos melhores, mas acabou com vitória para eles”, contou. Na volta, o time beltronense conseguiu reverter o resultado e venceu por 2 a 0, com dois gols do atacante Oscar. 

Decisão

Amanhã, 6 de outubro, a bola rola em Francisco Beltrão para a primeira partida da final da Segunda Divisão do Campeonato Paranaense. O União recebe no Estádio Municipal Anilado a equipe do São Joseense, de São José dos Pinhais. 

Primeiro jogo em Francisco Beltrão “Estamos confiantes. Temos a esperança de conseguir fazer um bom resultado aqui em casa, para levar um jogo mais tranquilo para São José”, afirmou Marllon.

O lateral também comentou como está sendo sua relação com o treinador Rafael Andrade, seu primeiro comandante no profissional. “É um técnico jovem, que entende bastante dentro de campo, e é um cara gente boa fora das quatro linhas. Ele está conseguindo passar as ideias dele para nós e tem dado certo, conseguimos o acesso. Acredito que tenha sido positivo para mim pegar um técnico como ele já de primeira. É uma pessoa bacana”, explicou.

Projeto RCS

Colhendo os primeiros frutos de muito trabalho e dedicação, Marllon não esquece das origens, e faz questão de destacar o papel do Projeto RCS em sua carreira. “O Projeto RCS me ajudou de todas as formas possíveis. Não apenas o projeto, o Orcilei (Orcilei Rodrigues, ex-jogador de futebol e coordenador técnico do RCS) sempre esteve comigo. Ele é o cara que sempre acreditou em mim, e quando eu falo sempre, é sempre mesmo. Quando comecei a trilhar esta carreira, ele estava comigo, quando eu tinha sete anos de idade. É uma pessoa que sempre confiei, nunca desistiu de mim, tenho todo carinho e amor do mundo mesmo. É uma pessoa que, até brinco, passei mais tempo da vida com ele do que com meus pais”, conta. “Todos do RCS são pessoas maravilhosas que realmente se preocupam conosco”, completou.