O legado do prefeito Candido de Abreu, que esteve à frente da Capital em duas gestões (uma no final do séc. XIX e outra já na segunda década do séc. XX) é tema da exposição ‘A Curityba de Candido de Abreu’, aberta desde a última terça-feira, 13, na Casa Romário Martins, no Centro Histórico de Curitiba. O prefeito Rafael Greca percorreu a nova atração durante a abertura. “Arrojado e modernizador, Cândido de Abreu criou as bases para nosso sistema de transporte público. É um dos anjos tutelares da cidade, sendo homenageado na importante avenida que leva à sede da Prefeitura, o Palácio Solar 29 de Março”, comentou Greca. 

Nascido em Paranaguá, Cândido Ferreira de Abreu foi engenheiro e o primeiro prefeito eleito de Curitiba. Em sua administração, realizou obras icônicas, como o Paço Municipal (antiga Prefeitura, na Praça Generoso Marques), o Belvedere e o Mirante do Alto do São Francisco, os repuxos das praças Eufrásio Correia e Carlos Gomes e os portões do Passeio Público. O terreno para construção do prédio histórico da UFPR foi doado pela Prefeitura na gestão de Abreu. 

O ex-prefeito também foi o responsável pela implantação dos bondes elétricos na cidade. A circulação viária era uma de suas prioridades, ao lado das áreas de salubridade e embelezamento da capital paranaense. Como engenheiro, também foi o responsável por projetar a Casa Miró, na Rua Comendador Araújo, e o Palacete dos Leões (atual sede do BRDE), na Avenida João Gualberto. 

A exposição reúne cerca de 140 fotos, documentos, mapas e plantas arquitetônicas dos acervos das entidades participantes do projeto e também de particulares que mostram essas realizações. Ela abrange a primeira das duas gestões de Abreu, no fim do século XIX (1892-1894) e a seguinte, no começo do século XX (1913-1916). A coordenação é da historiadora Aparecida Vaz da Silva Bahls. 

A mostra conta com a colaboração dos departamentos de Arquitetura e Urbanismo da UFPR (Universidade Federal do Paraná) e da UTFPR (Universidade Tecnológica do Paraná), dos arquivos públicos estadual e municipal, do Museu Paranaense, da Casa da Memória da Fundação Cultural de Curitiba, da Fundação Biblioteca Nacional e do Museu Imperial do Rio de Janeiro, além do Museu Histórico Abílio Barreto de Minas Gerais. 

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