Quem não assistiu o remake de It – A Coisa (2017), com certeza, ao menos, ouviu falar. O engraçado que a primeira parte (foi dividido em capítulo 1 e 2) superou todas as expectativas, mas não podemos negar que ambos os palhaços são assustadores a sua maneira. A parte 2 de It – A coisa, eu, particularmente, esperava mais. Não foi tão bom quanto o primeiro.

Mas a grande questão aqui é que não se trata apenas de um filme de terror. Pequenos elementos nos levam a perceber coisas que vão além. O primeiro fato é a amizade e a união. Também podemos identificar como tramas secundárias, como bullying, abuso físico e mental e o preconceito. É interessante ver tais temas sendo abordados em um filme de terror, onde cada um deles se conecta a trama central. 

O filme tem leves toques de humor, traz alguns sustos e causa uma certa tensão durante todo o longa. Mas essas mini-tramas nos trazem assuntos muito atuais, de grande importância e que merecem ser discutidos e representados também em diálogo com a cultura.

Os personagens infantis são divertidos, suas atuações são autênticas e seguram bem a proposta do filme. Volta a minha atenção para dois personagens que se destacam, em minha opinião, Beverly Marsh (Sophia Lillis) e Richie Tozier (Finn Wolfhard). Sophia atua bem em seu drama e, ao mesmo tempo, é uma personagem cativante. Já Finn, o “desbocado”, com seu humor fora de hora e seus palavrões “oportunos” rouba a cena em vários momentos. Não podemos nos esquecer, claro, da atuação icônica de Bill Skarsgård como A Coisa / Pennywise. 

De qualquer forma, se você não assistiu, vá conferir. Mesmo que seja um gênero que não goste muito, vale a pena. Não é recomendado para menores de 18 anos.

Vanessa Guerra
Jornalista formada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo, pós-graduada em Administração e Marketing, graduanda do curso de Sociologia, mestranda do Programa de Pós-graduação em Jornalismo da UEPG e diretora da Pontonze Comunicação.