Observa-se que o mercado está modificando-se para acompanhar os avanços da Tecnologia da Informação e Comunicação. Estas mudanças ditam os modelos mentais de consumo na sociedade, que privilegiam a busca contínua do cliente pelo novo, por experiências ainda não vivenciadas, por inovação.

Verifica-se que a forma de contratação profissional está mudando também, alinhada às novas tendências, mudou o modelo de formação profissional que está sendo ajustado gradativamente para atender o mercado.

É notório que antigamente o fato de ter um diploma universitário, de uma instituição reconhecida, já garantia a empregabilidade do indivíduo. Algo que não reflete na realidade atualmente. O diploma por si mesmo, já não é garantia de emprego. As empresas valorizam o diploma; mas por sua vez preferem buscar na prática a demonstração efetiva de competência na função desejada pelo futuro colaborador.

Diante deste cenário pairam muitas dúvidas: como buscar uma posição no mercado de trabalho atual? Qual a formação ideal para entrar no mercado? Devo fazer um curso técnico ou um curso superior? Estas e outras indagações assolam a todos, que desejam entrar no mercado. Não existe receita de bolo pronta, que irá funcionar para tudo e para todos os casos específicos, porém se analisarmos as tendências de mercado, fica mais fácil de aproximar-se da realidade, do tsunami de inovação tecnológica vigente em todo o mundo.

O trabalhador moderno não pode dispensar a formação especializada profissional, seja ela técnica ou superior. Sempre será bem vista pelo mercado, porém deverá mapear e conquistar um leque de competências que não está contida nas grades dos cursos, através de formação complementar por cursos extracurriculares, oficinas, palestras e seminários – que garantirão uma colocação no mercado quando mensurada as suas competências.

A palavra competência é designada a uma pessoa que tem capacidade e aptidão para realizar uma determinada tarefa ou função. Sendo mais profundo no campo da gestão de pessoas, recrutamento e seleção, o conceito de competência é analisada na ótica do tripé do C.H.A., composto por: conhecimentos (aprender como fazer); habilidades (ter prática, experiência, já ter feito muitas vezes a ação) e atitudes (querer colocar em prática o conhecimento, ter vontade de fazer acontecer).

É necessária a busca do conhecimento, sendo o gestor da sua própria carreira, desenvolvendo competências conforme as necessidades do mercado, se antecipando a futuras demandas. O conhecimento é um ativo na carreira, é muito valorizado; deve ser buscado independente do ramo de atividade, da formação profissional e intelectual, da atuação no mercado, desde o simples estagiário no início da carreira ao experiente empreendedor realizado, dono de uma empresa. O mercado não vai se impressionar por um belo diploma na parede.Vai ficar encantado com a sua competência em atender uma necessidade, “sanando a dor do mercado”, com inovação, na prática tendo como resultante uma boa remuneração.

Marcelo Castilhos é especialista em Administração de pessoas e escreve no site www.marcelocastilhos.com.br. 

1 comentário em “Diploma versus competência

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