Na atual situação em que nos encontramos, recebemos uma grande carga de notícias, através dos nossos celulares, computadores, televisores e todos os tipos de aparelhos e meios de comunicação. Mas quando se iniciou a propagação das notícias? Onde a mídia teve seu início? Em 1440, Johann Gutenberg mudou a história da literatura, da troca de ideias e informações em grande escala. A criação da máquina de impressão tipográfica causou uma revolução na réplica de textos e documentos que sempre tiveram um número muito limitado de cópias. Após o surgimento da máquina, a propagação de livros como a Bíblia (o primeiro livro publicado pela técnica da imprensa) passou a se tornar comum. Segundo o historiador cultural Roger Chartier, a criação de Gutenberg muda totalmente a forma de se reproduzir textos, sendo uma revolução que pode apenas se comparar ao surgimento dos computadores e da escrita digitalizada, pois fez com que a cópia manuscrita deixasse de ser a única forma de assegurar a circulação de escritos. Além de revolucionar o campo da literatura e da escrita, a imprensa também ajudou na popularização dos panfletos críticos do reformista Martinho Lutero. A mídia criada no século XVI passou a ser uma forma de pessoas e grupos veicularem suas opiniões sobre os acontecimentos e as nossas mídias atuais não se diferenciam tanto: a maneira como os protestantes usaram a imprensa para defender o que acreditavam ser correto é a mesma que vemos hoje, mas em pautas diferentes. A mídia é de grande importância para nós, tanto para informar como para formar opiniões. Mas é bom ressaltarmos que as notícias não são retratos fiéis da nossa realidade, e sim pontos de vista sobre ela. Kaylanne Carvalho de Brito é estudante do IFPR Campus Colombo e faz parte do projeto História no Jornal, elaborado pelo Jornal de Colombo em parceria com o IFPR, com supervisão do prof. Tiago Dopke.

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