Um dos assuntos mais comentados da atualidade são as constantes mudanças climáticas que a Terra vem sofrendo. Fala-se muito sobre emissão de gases do efeito estufa, desmatamento, aumento do nível do mar, derretimento de geleiras e outros temas relacionados. Mudanças climáticas e aquecimento global, por mais que sejam palavras tratadas quase como sinônimas, são coisas diferentes: o aquecimento global é tido como uma das consequências das mudanças climáticas, que podem acontecer de forma natural ou não, e atualmente o ser humano é o principal causador.

Para se ter ideia, foi só na década de 1970 em que se falou pela primeira vez sobre aquecimento global, e na década de 80 foi criado o IPCC, Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, com o objetivo de aprofundar os estudos referentes às evidências em torno das alterações climáticas.

Há dois séculos atrás, aproximadamente, estava acontecendo a primeira Revolução Industrial, em que ocorreu a troca da atividade manual pela máquina. A revolução teve seu início na Inglaterra no século XVIII, e foi se espalhando por toda Europa, movimentando o mundo rumo à industrialização, ao incremento do mercado e da economia. Além disso, carregou consigo as diversas transformações e avanços que geraram nosso mundo atual.

Por mais que no presente momento os seres humanos estejam no meio da mudança, ainda é possível ter a consciência de que as ações de hoje interferem no amanhã. Sendo assim, quanto mais pessoas tiverem conhecimento e ajudarem a diminuir as emissões de gases do efeito estufa, o desmatamento descontrolado e a produção exagerada de lixo, é mais provável que tenhamos um futuro melhor.

Assim, concluo com a frase do pesquisador e ambientalista britânico James Lovelock: “temos que parar de fingir que existe um caminho de volta possível àquela bela, exuberante e confortável Terra que deixamos para trás em algum ponto do século XX; quanto mais avançamos no sentido de manter as coisas funcionando da maneira habitual, mais estaremos perdidos”.

Sofia Lunardon é estudante do IFPR Campus Colombo e faz parte do projeto História no Jornal, elaborado pelo Jornal de Colombo em parceria com o IFPR, com supervisão do prof. Tiago Dopke.