O brado “Independência ou morte!” selou o destino político do Brasil em relação a Portugal. No dia 7 de setembro é comemorado em nosso país o dia da nossa independência, isso é, o dia em que o Brasil colocou fim aos laços coloniais que existiam entre ele e Portugal. Os acontecimentos que se passaram no intervalo de tempo entre 1808 e 1822 levaram ao desgaste a relação entre a elite brasileira e o reino de Portugal.

Podemos citar como responsáveis por esse desgaste alguns decretos das Cortes Portuguesas que estipulavam a transferência para Portugal das principais instituições administrativas que haviam sido instaladas no Brasil por D. João VI e o encaminhamento de novas tropas portuguesas ao Rio de Janeiro. Tendo como estopim a Revolução Liberal do Porto e a exigência do retorno imediato para Lisboa do príncipe que estava regendo o Brasil na época, D. Pedro.

Toda essa situação, somada ao tratamento inadequado que os brasileiros relataram sofrer dos portugueses, reforçou a necessidade de rompimento com Portugal: em maio de 1822, os ministros de D. Pedro determinaram que todas as ordens emitidas em Portugal só teriam validade no Brasil se fossem legitimadas pelo príncipe regente e foi solicitada a criação de uma Assembleia Constituinte no Brasil. Essas medidas reforçaram que D. Pedro possuía apoio suficiente para contrariar as Cortes portuguesas.

As Cortes portuguesas permaneceram intolerantes com os interesses brasileiros e novas ordens de Lisboa chegaram ao país, ressaltando que D. Pedro deveria retornar a Portugal, que os privilégios da abertura dos portos seriam revogados e que os ministros de D. Pedro seriam presos por traição.

A ordem chegou primeiramente à dona Leopoldina, esposa de D. Pedro, pois o mesmo estava em viagem em São Paulo. Leopoldina foi convencida de que a ruptura entre Brasil e Portugal deveria acontecer e, em 2 de setembro, ela assinou o decreto de independência para, logo em seguida, despachá-lo com urgência para D. Pedro.

O príncipe regente foi alcançado no dia 7 de setembro, às margens do rio Ipiranga, onde soube das novas ordens estipuladas por Portugal e declarou, ali mesmo, a independência do Brasil, alegando que a partir daquele momento o país se tornaria uma monarquia e procuraria reconhecimento internacional.

Porém, ao contrário do que muitos pensam, a independência brasileira não foi pacífica: diversas guerras foram travadas entre brasileiros e portugueses em diferentes locais do Brasil, pois algumas das províncias negaram-se a declarar lealdade ao movimento independentista. Com isso, foi necessário mobilizar tropas para garantir a unidade territorial. Essas guerras duraram até 1825, quando o desfecho resultou no reconhecimento português de nossa independência.

Giovanna Gasoto é estudante do IFPR Campus Colombo e faz parte do projeto História no Jornal, elaborado pelo Jornal de Colombo em parceria com o IFPR, com supervisão do prof. Tiago Dopke.