Foto: Torstensimon/ Pixabay

De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no ano de 1796, quando a varíola ainda era um grande problema no mundo, um inglês chamado Edward Jenner fez uma descoberta que revolucionaria a medicina de sua época. Ele observou que fazendeiros que pegavam uma doença bovina chamada cowpox, muito parecida com a varíola humana, demonstravam posteriormente imunidade em relação à mesma. O médico injetou o pus de uma ordenhadora chamada Sarah Nelmes, que possuía a cowpox, em um garoto de 8 anos chamado James Phipps. A criança apresentou sintomas leves e depois de 10 dias estava curado. Então, Edward injetou o pus de uma pessoa com varíola e o garoto não relatou nenhum sintoma. Dois anos depois, com uma base de testes mais sólida, o médico publicou o estudo “Um Inquérito sobre as Causas e os Efeitos da Vacina da Varíola”, relatando suas descobertas, surgindo assim a primeira vacina.

As vacinas atuais seguem a mesma lógica, mas são muito mais seguras. Ainda de acordo com o site da Fiocruz, atualmente há três classificações de vacina: as atenuadas, que utilizam o próprio vírus vivo, mas sem força para causar qualquer sintoma grave; as inativadas, que utilizam o vírus morto em laboratório com calor ou produtos químicos; e as de subunidades, que utilizam fragmentos e partículas do vírus.

Nosso corpo possui células que guardam informações de todos os organismos estranhos que passam por nós. Então, todas essas três formas são eficazes em ensinar nosso corpo como combater determinada ameaça. Vale lembrar que a vacina é uma ferramenta muito poderosa, mas, mesmo imunizados, não podemos desprezar os cuidados de isolamento e uso de máscaras na pandemia da Covid-19, pois nenhuma vacina é 100% eficaz.

Arthur Sureki é estudante do curso técnico em Informática do IFPR Campus Colombo e faz parte do projeto História no Jornal, elaborado pelo Jornal de Colombo em parceria com o IFPR, com supervisão do prof. Tiago Dopke.

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