Durante anos discute-se a necessidade de ações efetivas na preservação do Meio Ambiente e na busca pela sustentabilidade e estes têm sido temas das reuniões mais importantes do mundo como, por exemplo, a Cúpula do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU) ou do G7, grupo das sete potências econômicas mundiais, do qual fazem parte os Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Japão.

Fato é que ultimamente o tema tem ganhado mais atenção e, principalmente, incentivo e hoje vemos países firmando compromissos cada vez mais ambiciosos neste sentido. 

Os Estados Unidos, por exemplo, prometeram cortar as emissões de gases de efeito estufa em 50% até 2030 e países como a China garantem se tornar neutros na emissão de carbono até 2060.

É difícil dimensionar o impacto destas promessas, mas isso quer dizer que em aproximadamente 8 anos, toda a nossa cadeia produtiva irá se transformar em busca de tecnologias mais eficientes e menos poluentes. Matrizes energéticas serão substituídas e toda nossa maneira de consumir poderá se transformar drasticamente. Porém, o que antes parecia apenas promessa, começa a apresentar sinais claros de se tornar realidade e os sinais parecem estar vindo diretamente das indústrias e empresas.  

A JBS, por exemplo, segunda maior companhia de alimentos do mundo, vai investir R$ 5 bilhões em soluções para reduzir emissões de carbono em suas operações. Em fevereiro, a Vale, uma das maiores empresas de mineração do mundo, criou uma diretoria executiva exclusiva para o tema Sustentabilidade e anunciou R$ 36 bilhões em investimentos para reduzir as emissões. O Itaú Unibanco, maior banco brasileiro, anunciou o compromisso de contribuir com R$ 400 bilhões, até 2025, por meio de iniciativas de negócio que promovam uma economia sustentável. A Petrobras, prevê investir cerca R$ 5 bilhões até 2025 em compromissos ambientais, com foco em inovações tecnológicas para descarbonizar as operações. E diversas outras empresas, inclusive fundos de investimentos internacionais, estão dispostos a financiar bilhões em recursos financeiros em busca de mais sustentabilidade. 

Tudo indica que estamos prestes a iniciar uma nova corrida mundial em busca de inovação e transformação, tendo como pilar principal a sustentabilidade e claro que nenhuma empresa quer ficar para trás. 

A sustentabilidade será uma necessidade não apenas para a sobrevivência da humanidade, mas das próprias indústrias que ficarão para trás caso não se adaptem.

Gilson Santos é Jornalista com especialização em Ciências Políticas e atual presidente da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba – Comec, do Governo do Estado do Paraná. Contato: gilsonjsantos@comec.pr.gov.br