Força-Tarefa investiga casos de tentativa de suicídio em Curitiba e RMC

A Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária montou uma força-tarefa para investigar casos de indução ao suicídio de crianças e adolescentes no Estado, incentivados por redes sociais. Os esforços contam com o Núcleo de Proteção a Criança e ao Adolescente Vítimas de Crime (Nucria), que vai fazer o primeiro atendimento; com o Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber); formalização de inquérito pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP); e apoio operacional do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope).

“A orientação aos pais e educadores dos jovens é que se registre a ocorrência, seja preservado o material (celular e/ou computador) e prestado atendimento médico imediato”, afirma o secretário da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Wagner Mesquita.

Ocorrências
A polícia investiga cinco casos com possibilidade de incitação ao autoflagelamento de jovens entre 13 e 17 anos, que foram atendidos em Unidades de Pronto Atendimento (UPA) de Curitiba nesta semana, um  deles na UPA Pinheirinho e os outros quatro na UPA Sítio Cercado. Na madrugada de quarta (19) para quinta (20), dois adolescentes deram entrada no hospital de Campina Grande do Sul ferimentos, segundo informações do 22º BPM. A orientação, nesses casos, é acionar a PM pelo número 190.

 “O Cope fez as primeiras diligências e coleta de dados. É importante salientar que nem todos os casos de autoflagelo de adolescentes necessariamente estão ligados a algum tipo de jogo”, acrescentou o secretário. A Secretaria da Segurança Pública solicitou que a Polícia Científica dê prioridade a eventuais perícias em celulares e computadores apreendidos envolvendo estes casos.

Educação
A Secretaria de Estado da Educação (SEED) já orientou as escolas em relação ao caso. Os educadores devem ficar atentos e observar mudanças de comportamento nos estudantes, como isolamento, marcas no corpo, alteração no humor e no rendimento nos estudos, tatuagens, etc. A família deve ser avisada e cada caso receberá o encaminhamento necessário.

A secretária de Estado da Educação, professora Ana Seres, esclarece que as escolas estão preparadas para lidar com situações inusitadas e de risco. “Não só nesse caso, mas como rotina, pedagogos, funcionários, professores, enfim, toda a equipe da escola, ao identificar qualquer problema, está orientada a tomar as providências, chamando a família e, se necessário, outros órgãos competentes”, disse. “Temos a rede de proteção justamente para ser acionada: escolas, conselhos tutelares, Ministério Público, o importante é manter as crianças e adolescentes protegidos e com assistência necessária”, acrescentou.

Foto – Divulgação/SESP

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