Suspeita comercializava cosméticos com data de validade adulterada

Uma comerciante, de 65 anos, foi presa em flagrante dentro de seu estabelecimento, localizado no Centro de Curitiba, suspeita de vender produtos de cosméticos com data de validade adulterada – impróprio para consumo. A ação foi realizada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Saúde (Decrisa).

No local, os policiais apreenderam diversos produtos de grandes marcas nacionais e internacionais com a data de validade expirada, entre eles, cremes corporais e faciais, perfumes, maquiagens, produtos de higiene pessoal, esmaltes e até cosméticos destinados à crianças. 

Além disso, a mulher não apresentou à equipe as notas fiscais dos produtos que estavam sob averiguação e nem nenhum documento que pudesse comprovar a origem dos produtos que estavam sendo apreendidos. 

De acordo com o delegado-titular da Decrisa, Vilson Alves de Toledo, as investigações tiveram início há poucas semanas, por meio de uma denúncia realizada pela Vigilância Sanitária de Curitiba. “Os policiais e agentes da Vigilância Sanitária foram até o endereço e encontraram uma grande quantidade de produtos fora de suas embalagens originais expostos a venda. Além disso, foram encontradas dezenas de caixas de produtos com a data de validade suprimida e outras com o prazo de validade expirado desde o ano de 2014”, informa. 

Toledo ressalta que durante a ação ficou constatado que a comerciante estava adulterando a data de validade dos produtos que já estavam vencidos. “Ela retirava a data de validade impressa no frasco utilizando produtos removentes ou raspava a informação e colava uma etiqueta com o valor do produto em cima, além de recortar da caixa da mercadoria o verdadeiro prazo de vencimento”, conta o delegado.

Ao ser questionada sobre o fato, a empresária admitiu para a Vigilância Sanitária que adulterava a embalagem dos produtos, entretanto na delegacia se utilizou do direito de apenas manifestar-se na presença de um advogado. 

A comerciante foi presa e autuada em flagrante pela prática do crime contra as relações de consumo. Já que possuía em estoque e na área de venda produtos e mercadorias em condições impróprias para o consumo humano. Se contada, poderá pegar de dois a cinco anos de prisão.

Foto – Divulgação

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