Tecpar vai analisar produtos utilizados na merenda escolar paranaense

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) fará, ao longo de 2018, o controle da qualidade dos alimentos fornecidos pelo Programa de Alimentação Escolar do Paraná, do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar). Durante o ano, o Tecpar vai analisar cerca de 360 produtos, de um total de mais de dez toneladas a serem adquiridos para uso na merenda nas escolas estaduais.

Nos últimos seis anos, o Tecpar analisou mais de dois mil produtos alimentícios fornecidos às escolas estaduais, como biscoitos, carnes, massas e temperos, por exemplo. De acordo com Roni Bernardinis, assessor da gerência do Departamento de Nutrição e Alimentação da Fundepar, a triagem feita pelo Tecpar é necessária para garantir a qualidade dos alimentos.

“Essa triagem pode detectar não conformidades, como em embalagens, por exemplo, ou questões que tragam risco à saúde dos estudantes. Quando uma não conformidade é detectada, o fornecedor deve repor o alimento. Além disso, o fornecedor só recebe o valor da nota após o instituto constatar que o produto é seguro”, explica.

O contrato celebrado entre os dois institutos inclui a prestação de serviços em soluções tecnológicas e controle da qualidade de gêneros alimentícios, inspeção, coleta e ensaios laboratoriais, para atendimento ao Programa de Alimentação Escolar do Paraná.

O trabalho inclui a inspeção de embalagens, coleta de amostras e ensaios laboratoriais. As embalagens primárias e secundárias dos alimentos são inspecionados pela equipe técnica do Tecpar durante a entrega dos itens pelos fornecedores na unidade armazenadora da Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar), localizada em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Não havendo restrições durante a inspeção, a amostragem é feita e encaminhada ao laboratório para ensaios laboratoriais.

O diretor-presidente do Tecpar, Júlio C. Felix, destaca que a parceria entre o instituto e a Fundepar já dura vários anos. “Nossos laboratórios estão preparados para realizar análises minuciosas nos produtos que são oferecidos aos estudantes do Paraná. Se o alimento chegou até as escolas estaduais é porque está conforme com normas e regulamentos técnicos e, consequentemente, segura”, salienta.

FOTO – SILVANE TONETTI

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