Setor paranaense do vestuário tem retomada de produção e emprego

Depois de ver a produção despencar a partir de 2015 por causa da crise econômica e cortar postos de trabalho, o setor paranaense do vestuário começa a dar sinal de retomada. Foi o segundo que mais gerou empregos no Estado, atrás apenas da indústria de bebidas e alimentos, nos primeiros quatro meses do ano. 

O saldo entre admitidos (12.122) e demitidos (9.930) no primeiro quadrimestre foi de 2.192 vagas, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. 

“Este já é o melhor resultado para o 1º quadrimestre dos últimos três anos”, diz Suelen Glinski dos Santos, economista do Observatório do Trabalho da Secretaria Estadual de Justiça, Trabalho e Direitos Humanos. No mesmo período de 2016 o saldo era negativo em 6.585 postos e em 2015 em 1.452 postos.

Mercado interno
Ao contrário de outros polos de produção no país, o setor de vestuário do Paraná depende principalmente do consumo interno e, por isso, foi mais afetado na crise. Nos últimos meses, porém, o mercado interno ganhou um impulso adicional com o dinheiro movimentado na economia a partir saques das contas inativas do FGTS.

“A maior parte da população vem usando esse recurso para pagar dívidas e fazer algumas compras de menor valor, que não comprometam o orçamento por muitos meses. É aí que o vestuário se encaixa” diz Julio Suzuki Júnior, diretor presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes).

Saldo
O Paraná foi o terceiro Estado com maior saldo de empregos formais no setor do vestuário do país no primeiro quadrimestre. Levantamento do Observatório do Trabalho, ligado à Secretaria da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos, o Estado, com saldo de 2.192 vagas, ficou atrás apenas de Santa Catarina (8.014) e São Paulo (3.825). O Paraná foi responsável por 12% do saldo do País no período.

Em todo o Estado, foram as empresas que possuem entre 20 e 49 funcionários as que mais contrataram no período, com 2.550 admitidos, seguidos dos estabelecimentos que possuem de 50 a 99 funcionários (2.476 admitidos). No entanto, os estabelecimentos que vêm mantendo um saldo de empregos formais positivos, ou seja, que estão contratando mais e demitindo menos, são os pequenos, que possuem até quatro funcionários, com saldo de 795 postos no quadrimestre.

Foto – Gilson Abreu

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