Prefeitura de Curitiba moderniza atendimento à pessoas em situação de Rua

A Prefeitura de Curitiba está modernizando o atendimento às pessoas em situação de rua, com a abertura de novas unidades, reorganização do atendimento e ampliação de vagas. Com isso, Curitiba dobra o número de unidades para atendimento imediato e transforma as unidades de acolhimento institucional em porta de saída para as pessoas atendidas na rede socioassistencial. O projeto traz ainda como novidade a implantação de repúblicas, unidades que funcionam em espaços menores e que oferecem proteção e apoio, onde os usuários passam a viver em uma moradia subsidiada e desenvolvida no sistema de cogestão.

“Desde o início da gestão, a Prefeitura tem desenvolvido um trabalho para melhorar o atendimento à população em situação de rua. Queremos acolher a todas essas pessoas, permitir a reinserção familiar. A rua não é moradia e o caminho é o resgate social, afirmou a presidente da Fundação de Ação Social (FAS), Elenice Malzoni.

Para a reorganização dos serviços, a FAS definiu um fluxo de atendimento às pessoas em situação de rua, o que não existia no modelo que vinha sendo aplicado durante a gestão passada. Sua aplicação não é obrigatória, em função das necessidades de cada usuário, mas cria um padrão de atendimento.

A oferta dos serviços tem início com a abordagem social, feita pelas equipes nas ruas, ou pela busca espontânea. O próximo equipamento acessado passa a ser a casa de passagem, onde o usuário tem suas necessidades avaliadas e é encaminhado para vinculação a um Centro de Referência Especializado de Atendimento à População em Situação de Rua (Centro POP).

Entre os serviços ofertados pelos Centros POP está a orientação para confecção de documentos e encaminhamentos para atendimento de saúde.

ATENDIMENTO IMEDIATO
Na última quinta-feira (23), a Prefeitura abriu a Casa de Passagem Rebouças, que oferta 80 vagas masculinas. Nos próximos dias será instalada a Casa de Passagem Plínio Tourinho, com a mesma capacidade. As duas unidades ofertarão o serviço imediato e estarão localizadas na região central da cidade.

Nos locais, as pessoas poderão acessar serviços de higiene pessoal, alimentação, acolhimento noturno e atendimento social. Neste momento os técnicos verificam a situação apresentada pelo usuário, o que ele necessita e fazem os encaminhamentos para outros serviços. A permanência nas casas de passagem é de três meses ou até que seja feito o encaminhamento para outras unidades. Até setembro deste ano, Curitiba contava com apenas uma unidade de atendimento imediato, a Boa Esperança.

ACOLHIMENTO
Com a reorganização dos serviços, a FAS transforma as unidades de acolhimento institucional em espaços que irão preparar as pessoas para a autonomia e a emancipação. “Nesses locais promoveremos a porta de saída das pessoas para uma vida melhor, respeitando a trajetória de cada uma delas”, explica a presidente da FAS.

Entre essas unidades está a UAI Campina do Siqueira, que nos próximos dias funcionará no espaço do Condomínio Social, que até então era a única unidade que buscava autonomia das pessoas atendidas. A unidade ofertará atendimento integral e terá a capacidade ampliada de 70 para 100 vagas. No local os moradores terão espaço para alimentação, dormitório e higiene pessoal. Uma equipe técnica acompanhará os moradores diariamente. O tempo de permanência nas UAIs é de seis meses, em média, dependendo de cada caso.

FOTO – RICARDO MARAJÓS/FAS

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