Celepar lança programa de inteligência artificial

A Celepar lançou na última terça-feira (4) o Programa de Inteligência Artificial, dando início à inserção da empresa em um novo patamar de criação, voltado a identificar problemas e apontar soluções pelo uso de vários recursos de computadores. A Companhia é a responsável pelo desenvolvimento de aplicativos de tecnologia da informação e comunicação ao Governo do Paraná. Como ponto de partida do seu Programa de Inteligência Artificial, ela colocará em prática a metodologia aplicada na criação do robô Laura, solução que prevê casos da doença sepse.

O robô é utilizado desde setembro de 2016 pelo Hospital Nossa Senhora das Graças, na Capital, e já respondeu pelo diagnóstico em mais de 60% dos pacientes portadores desta síndrome nos dois postos que receberam a tecnologia, com índice de acerto em 97,7% dos casos, ajudando a salvar vidas. A septicemia, conhecida apenas como sepse, é categorizada como uma infecção geral grave do organismo. Causa inflamação sistêmica, potencialmente fatal, principalmente quando atinge o grau máximo de “choque séptico”.

“Se a metodologia aplicada no robô Laura apresenta excelentes resultados na área da saúde, é sinal que tem potencial para ser replicada nos demais setores da administração estadual e auxiliar no estabelecimento de políticas públicas voltada às necessidades da população”, disse o presidente Jacson Carvalho Leite. “O programa permite que a Celepar e o Governo do Paraná continuem na vanguarda do uso de soluções de inteligência voltadas à modernização da gestão estadual”, afirmou.

O facilitador da metodologia da inteligência artificial na Celepar é o analista de sistemas Jacson Fressatto que perdeu a filha Laura aos 18 dias de vida, vítima de septicemia.  ) robô utiliza tecnologia cognitiva, na qual a solução tem a característica de aprendizado de máquina, entendendo e até conversando com áreas operacionais, no caso, em hospitais. Segundo o seu criador, o Robô Laura tem a capacidade de salvar mais de 12 mil vidas por ano no Brasil, reduzindo em 5% o índice de mortes. O objetivo é poupar tempo, recursos e vidas, e tecnicamente, Laura é o primeiro robô cognitivo de gestão de risco.

Foto – Celepar

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