Ford avança na pesquisa de baterias para a futura geração de veículos elétricos

A Ford criou um time multifuncional para desenvolver as baterias da sua futura geração de veículos elétricos e começa a colher os resultados, com 15 invenções e oito registros de patentes associadas a essas pesquisas. Os projetos têm como foco aprimorar a segurança, a funcionalidade e a eficiência das baterias que devem entrar em produção nos próximos cinco a dez anos – período em que os veículos elétricos devem ganhar uma crescente participação no mercado.

A Ford foi pioneira nessa área com o Escape 2005, primeiro híbrido norte-americano, e planeja lançar 13 veículos elétricos nos próximos cinco anos, incluindo híbridos, híbridos “plug-in” e modelos totalmente elétricos.

Colocar um novo projeto de bateria em produção geralmente é trabalho de uma década. A reunião de especialistas de diferentes áreas é uma das estratégias da Ford para avançar nesse desenvolvimento. Mohan Karulkar, especialista em engenharia química, Brian Robert, engenheiro de eletrônica de motores, e o físico Andy Drews são um exemplo desse time de inovação que busca oportunidades combinando várias áreas de conhecimento.

A equipe já gerou três ideias fundamentais, incluindo células com sensores de temperatura integrados, uma estrutura multifuncional para as células da bateria e uma interface de célula com recursos integrados. Esses princípios têm um efeito multiplicador, gerando mais idéias que resultaram em trabalhos de propriedade intelectual. Mais do que inventar coisas para colocar em um veículo, a proposta é desenvolver novas abordagens, destaca Karulkar. “Buscamos criar projetos que melhorem a eficiência, a funcionalidade e aspectos de segurança da célula”, diz.

Laboratório de Baterias
Outra estratégia que vem dando resultado é a parceria com o Laboratório de Baterias da Universidade de Michigan, nos EUA. A Ford ajudou a projetar e financiar essa instalação que reúne o melhor de dois mundos: equipamentos de produção de alta qualidade em uma plataforma de pequena escala.

Desenvolver estes projetos diretamente com os fabricantes de baterias seria um desafio, pois eles trabalham com estruturas de produção de alto volume que não permitem testes individuais de células. O laboratório da Universidade de Michigan conta com as mesmas ferramentas usadas na produção comercial de baterias, mas permite testar mudanças no meio da montagem.

O objetivo da Ford é avançar nas ideias com maior potencial de produção e montar um portfólio de patentes que atraia os fabricantes de baterias a investir nos novos produtos. Um exemplo de sucesso dessa parceria é um dispositivo inovador de segurança desenvolvido em 2012 para reduzir o risco de incêndio. Ele foi adotado por um fornecedor e se tornou um de seus principais diferenciais de vendas.

Foto – Divulgação/Ford

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